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Oscar Pedroso, o Tampa, celebra a graça de ter sido sorteado Imperador

Como vimos na edição anterior, nosso protagonista, Oscar Francisco Pedroso, o Tampa, aprendeu rápido a tarefa de chapeiro, passou a se destacar pela qualidade do lanche que produzia e choveram convites: do Tritão, em Blumenau, do Dusky, em Itajaí; tinha ainda o Rangal’s, também em Itajaí. O sócio dele, Rogério Rosa, se desfez do negócio no meio oeste e veio embora para o litoral, enquanto Tampa partiu sozinho para o mercado. Em Brusque, antes de completar 18 anos, comprou um trailer mediante uma carta de emancipação que lhe permitiu contrair empréstimo junto ao Besc, voltou a Joaçaba e inaugurou o “Cocão”. Um sucesso. Foi então que o amigo Edemílson Dombrowski o convidou para vir a Piçarras no verão de 1979.

Ele veio – e ficou. Abriu uma casa noturna – o Megaton, que logo fechou as portas; tentou levar adiante outra casa noturna, o Fuji Yama, na Praia Alegre. Mais decepção. Aí voltou ao meio oeste e em Capinzal instalou e vendeu um carrinho de lanches (o que sobrou de suas frustrantes investidas). Depois voltou a Piçarras, onde gerenciou durante um ano o pequeno restaurante de Jaime Vieira, na avenida beira-mar.

É que logo ao chegar em Piçarras, Tampa conhecera uma filha de Jaime, Ivanete.  Quando ela se bronzeava na praia junto com a prima, Kátia, Tampa sempre se aproximava tentando uma “paquera”. Aos poucos, Ivanete foi se encantando pelo forasteiro até que o namoro começou durante o Baile da Primavera de 1979 na Sociedade Amigos de Piçarras (SAP). 

O casamento foi celebrado em 1981. Em 1983, sempre com o apoio da esposa, Tampa abriu outra casa noturna: o Rodan.  Em 1988, quando decidiu fechar o Rodan, ele fundou o próprio restaurante à beira-mar. Mas a placa do Restaurante do Tampa indica 1979, a data em que ele começou na cidade que adotaria para sempre como sua - e que o distinguiu com o título de cidadão honorário, homenagem do Legislativo Municipal do qual já foi presidente e onde cumpriu cinco mandatos como vereador.

Hoje, aos 60 anos, três filhos (Vinícius, Marcos e Mariana) e quatro netos (Valentim, João Lucas, Sofia e Alícia), quando olha para a caminhada que fez, Tampa destaca o que ele refere como “a vitória de Piçarras; Piçarras é minha terra-mãe” – ressalta este homem ainda cheio de projetos. No momento, todas as atenções dele e da família estão voltadas para a missão que lhes foi confiada um ano atrás, quando Oscar Francisco Pedroso foi sorteado como Imperador da Festa do Divino Espírito Santo da Penha 2019.  

O resultado do sorteio provocou uma grande comoção entre os devotos, porque além de estar na lista de candidatos há 10 anos, Tampa – que vem enfrentando problemas de saúde – havia feito um pedido especial ao Divino durante a visita da comitiva imperial em 2018: ele rogou a graça de ser o próximo Imperador da festa.  - Recebi essa graça muito grande e logo depois, em uma madrugada aqui em casa, ouvi um barulho como se fosse das asas de um pássaro, ouvi nitidamente, como se um pássaro estivesse dentro do quarto – conta, emocionado, e diz estar certo de que não há o que temer.  Nem doença, nem preocupações. Porque este devoto do Divino, tendo recebido a graça de representar o Império do Espírito Santo na Terra, acha-se, verdadeiramente, um ABENÇOADO.  

Até a próxima.

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