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Oscar Francisco Pedroso, o Tampa, é mais um protagonista da Preamar

A celebração do Pentecostes se faz 50 dias após a Páscoa, mas como reza a tradição, a visitação aos fiéis já começou. A caminhada dos devotos da 183ª Festa do Divino Espírito Santo de Penha se iniciou em Itajaí no dia 09 de março e percorre o município-sede. Em 2019, à frente da comitiva imperial, encontra-se Oscar Francisco Pedroso, o Tampa.

A Preamar traz aos leitores o imperador que adotou Piçarras como terra-mãe e recebeu como legado a devoção ao Divino.

Oscar Francisco Pedroso nasceu no dia 08 de dezembro de 1958 em Capinzal, no meio oeste catarinense e de lá saiu com um ano de idade para residir em Joaçaba, onde ficou até 1979, quando se mudou para Piçarras.
Filho de Onice de Jesus Pedroso, motorista do D.E.R., e de Lourdes Teresinha Pedroso, cresceu em uma família que professava há muitas gerações a fé católica. Onice e Lourdes tiveram oito filhos: Oscar é o mais velho, seguido por Solange, Tânia, Mara, Rosane e Eliane; Paulo, já falecido, e Sidnei.

Da infância vivida em Joaçaba, Oscar se lembra do Colégio Estadual Celso Ramos, onde cursou o Ensino Fundamental. O Ensino Médio ele iniciou no Colégio Cristo Rei, porém acabou tendo de escolher entre os estudos e o trabalho: é que as aulas começavam às 15 para as sete da manhã e quem chegasse atrasado não entrava. Oscar trabalhava à noite e não conseguia acordar em tempo. Assim, desistiu da escola e passou a se dedicar exclusivamente ao serviço na Confeitaria Cristal, que o contratou por pura teimosia dele.

Tinha apenas 12 anos quando começou como ajudante de garçom (ou cumim). No papel de filho mais velho, já estava consciente de que precisava ajudar os pais a alimentar aquela turminha que só fazia crescer. Então, foi sozinho até a confeitaria e mesmo diante do descrédito do proprietário, ofereceu-se para ficar como voluntário. Alfredo Crippa não disse nem sim nem não; Oscar interpretou o silêncio como uma chance. Passou na “Casa Barraquinha”, uma loja grande que vendia de tudo, comprou uma toalhinha e no dia seguinte se apresentou para o trabalho.

Deu certo: o garoto miúdo, que ia de mesa em mesa limpando tudo, conquistou muita simpatia depois de ter, por conta própria, comprado uma bandejinha e começado a servir a clientela com presteza. A tal ponto que os fregueses mais abonados o escolheram como atendente oficial; ganhou até apelido, “Pimentinha”, por causa do rosto cheio de sardas. Contudo, esse apelido não iria durar: em pouco tempo seria substituído por “Tampa”, em parte devido à obsessão do garoto por coletar tampas de cerveja Antárctica – na época a cervejaria fazia uma campanha para a troca das tampinhas por tulipas de cristal. Além disso, ele também atirava tampinhas (desde que não fossem da Antárctica) em quem passava pela frente da confeitaria para chamar a freguesia. Esse costume e ainda a vontade de formar uma coleção de lindos copos-tulipa para presentear a mãe foram os responsáveis por emprestar a Oscar o apelido com o qual ficaria conhecido a partir dali. 

A guinada na carreira do garçom aconteceu quando Tampa aceitou convite do empreendedor Rogério Rosa para associar-se a ele em um carro de lanches. Era a década de 70 e esse tipo de serviço começava a se popularizar, especialmente entre os jovens.  Tampa aprendeu rápido a tarefa de chapeiro, passou a se destacar pela qualidade do lanche que produzia e ...

Essa história fica para a próxima semana. Até lá !

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Jane Cardozo da Silveira
Author: Jane Cardozo da SilveiraWebsite: http://lattes.cnpq.br/6693654081890010Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Jornalista com especialização em Jornalismo e mestrado em Turismo, professora no Curso de Jornalismo da Univali. Autora de "Em busca da identidade perdida - subsídios para uma política integrada de comunicação em turismo cultural nos municípios de Penha e Piçarras"
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