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PREAMAR
Nascida para brilhar - parte 7

Nesta edição em que concluímos a narrativa sobre Angelina Blahobrazoff e sua gloriosa Apab, o destaque é a trajetória internacional da entidade

Além das cidades de Santa Catarina, a Associação Parafolclórica Angelina Blahobrazoff tem se apresentado em outros lugares pelo mundo. Começou percorrendo os estados do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Pernambuco, mas logo a imensidão do território brasileiro mostrou-se pequena para o tamanho daquela vontade. E o grupo rompeu fronteiras, inicialmente participando de um festival na vizinha Argentina.

- Na Argentina, eram 17 bailarinas e familiares as acompanhavam – lembra professora Angelina sobre a primeira participação do grupo fora do país em 2000. Pronto! O caminho estava aberto, e o que viria a seguir é narrado em texto oficial assinado pela própria Associação:

- Em julho de 2007, a entidade recebeu seu primeiro convite para o exterior e participou como convidada no Festival Internacional de Danças de Belgrado, na Sérvia. No ano seguinte foi para Rovanieme [capital da Lapônia] na Finlândia. Em 2009, foi convidada para se apresentar em cinco cidades no México durante o famoso evento cultural "Fiestas Octubre". Em 2011, exibiu-se em Berlim, na Alemanha e em 2012 em Istambul, na Turquia.

- Eu acho tudo muito bom, em qualquer lugar que eu vá. O que eu gostei mesmo das viagens que fiz, o que eu achei diferente, foi a Finlândia, porque fazia só 10 minutos de escuridão e o restante era claro – ressalta Angelina, referindo-se à longa duração dos dias perto dos círculos polares durante o verão.

E assim como o sol, que teima em permanecer no céu polar nos meses de estio, Angelina e seu grupo seguem irradiando muita luz:

 - Em 2008, a APAB iniciou um projeto para trazer mais cultura para a cidade de Balneário Piçarras: a associação idealizou a primeira edição da Mostra de Danças da APAB, um evento onde seriam convidados para se apresentar grupos de dança de vários gêneros, destaques em festivais. [...] a Mostra de Danças da APAB já recebeu mais de 60 grupos entre nacionais e internacionais.      

Vinte e três anos depois de lançada a semente que iria florescer em forma de APAB, Angelina se comove ao falar sobre a Associação:

- É uma coisa que eu gosto – ela diz, enfática, e o som de sua voz ressoa na sala enquanto em meus ouvidos ecoam outros sons. São as máquinas de costura: da mama Zoya (de onde saíram os primeiros figurinos do grupo) e das Lúcias – sim, são duas: Lúcia, a irmã e Lúcia, a dançarina, sucessora da xará cujo nome tem origem na palavra “luz”.  Em outro plano, as melodias longínquas das estepes russas combinam-se à voz da filha, Kátia, não por acaso uma designer de moda que hoje se encarrega de desenhar os elaborados e ‘luminosos’ trajes das bailarinas. Na sala, misturam-se então sons e luzes. E eles traduzem Angelina Blahobrazoff, esta mulher nascida para brilhar.

Até a próxima.

Leia também: 
A emoção de ser reconhecida no maior festival de dança do mundo
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Nascida para brilhar Parte II - Emerge a paixão
Nascida para brilhar

 

Jane Cardozo da Silveira
Author: Jane Cardozo da SilveiraWebsite: http://lattes.cnpq.br/6693654081890010Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Jornalista com especialização em Jornalismo e mestrado em Turismo, professora no Curso de Jornalismo da Univali. Autora de "Em busca da identidade perdida - subsídios para uma política integrada de comunicação em turismo cultural nos municípios de Penha e Piçarras"
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