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Em menos de seis meses, fomos atingidos por três fenômenos tão raros quanto assustadores: a pandemia de coronavírus, a ameaça do ataque de gafanhotos e, nesta semana, o ciclone extratropical que caiu como uma verdadeira bomba sobre o Sul do Brasil, notadamente sobre o Estado de Santa Catarina, provocando mortes e devastando edificações e paisagens.

Há quem defenda a tese de que tais fenômenos são respostas do planeta ao pouco caso com que vem sendo tratado pelos seres humanos. Acreditemos nisso ou não, o fato é que muito se fala da preservação do meio ambiente em escolas, empresas, mídias, e as pessoas dizem se preocupar, mas pouco se faz.

Para frear o curso da destruição imposta à Terra, é preciso mudar de verdade, adotar atitudes e hábitos novos e diferentes, cuidar da água, cuidar dos oceanos, não aderir ao consumismo exagerado de bens materiais.  

Mas tudo isso depende de questões como educar pessoas, defender políticas públicas adequadas e contar com a consciência e o bom senso da iniciativa privada.

Em termos de políticas públicas, Curitiba é exemplo de capital verde com seus revolucionários automóveis elétricos, florestas preservadas e ônibus que usam biodiesel e motores movidos a eletricidade.

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Quanto a medidas originárias da iniciativa privada, podemos citar a montadora alemã de automóveis BMW, que está fabricando, em pontos tão diferentes do planeta quanto a Baviera e Araquari, automóveis elétricos e híbridos.

Também as empresas de caminhões Scania, Volvo e Volkswagen, na América, Ásia e Europa, criam caminhões movidos a GNV, combustível que veio para substituir o diesel, mais poluente.

Do cenário esportivo vem outro bom exemplo: as equipes de Fórmula 1 estão usando motores elétricos e híbridos menos barulhentos para não agredirem o meio ambiente.

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Assim também algumas empresas marítimas começam a substituir o diesel marítimo por gás com o mesmo objetivo. A pioneira empresa marítima a usar navios movidos a gás é a Costa Cruzeiros, italiana de Gênova.

O novo Costa Esmeralda será o primeiro navio a usar o gás como combustível substituindo o poluente diesel marítimo, um combustível fóssil.

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Que outras sigam o exemplo e que possamos nós, também, fazer a nossa parte para a preservação do equilíbrio ambiental e a manutenção da saúde coletiva.

Author: Matheus da Silveira Marques
Colaborador especial do Expresso das Praias, Matheus da Silveira Marques, oferece Outro Olhar para assuntos bem específicos: das disputas mais acirradas da Fórmula-1 às novidades da indústria em tempos de pandemia. Escrever para o Expresso das Praias é mais um dos desafios para ele que é o primeiro autista bacharel em história de Santa Catarina.
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