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Beto Carrero

Aceitar uma polícia que age para eliminar suspeitos é senso comum na sociedade brasileira. O que se vê é um discurso que responsabiliza as vítimas, e não o Estado, pela tragédia. O que as vítimas faziam na rua de madrugada e por que correram ao ouvir o tiroteio não são as questões mais relevantes.

Diálogo é também exercício de cidadania fundamental para a formação escolar e humana, condição sem a qual não se podem estabelecer valores democráticos no ambiente escolar. É portanto urgente que pais, alunos e professores mantenham vivo o espírito de luta que demonstraram ao longo dos últimos dias para fortalecer a pressão em torno de respostas. 

Diante de um debate que só aparenta ser público, sempre vamos questionar: quais são os interesses atendidos pelo novo Plano Diretor?  As respostas virão, ainda que não agora. Ainda que não das fontes oficiais.

Se engana quem pensa que a guerra travada hoje tem traficantes de um lado e polícia de outro. A disputa é entre facções. Na briga, os policiais que atuam na linha de frente dessa política pública perversa, que criminaliza a pobreza, são tão vítimas quanto as comunidades cercadas pelo crime organizado.

A ânsia por respostas rápidas acaba por relacionar questões complexas a  soluções mágicas, que colocam o combate às consequências como prioridade. A tarefa de encontrar causas e reconhecê-las para a partir daí traçar estratégias fica em segundo plano.

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