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Há pouco mais de sete anos, quando o Expresso das Praias começou a circular em Barra Velha, Balneário Piçarras e Penha, o jornalismo já vivia um período de transição acelerada, em que o mercado editorial e os profissionais da imprensa já se perguntavam há tempos sobre o futuro do jornal impresso.

Nas praças, nas ruas, nas salas de espera, até mesmo no banheiro. No começo da segunda década do século XXI, os celulares já tomavam - há mais de 10 anos - o lugar do jornal impresso como meio de comunicação de massa. E de uma forma mais rápida e avassaladora que o rádio e a televisão - que também passam por essa transição rumo a um modelo híbrido de produção de conteúdo.

Cientes dessa tendência, desde sempre, nos colocamos como um jornal que está além do papel. Por meio de cobertura diária na internet, muitas vezes com reportagens e entrevistas em vídeo, áudio e outros recursos multimídia que complementam o texto impresso, abrimos um caminho até então pouco explorado pela imprensa em nossa área de cobertura.

Durante esse tempo, vimos esse mercado se expandir, impulsionado pelo crescimento do acesso à rede mundial de computadores. Junto com essa audiência, também aumentou a concorrência, que nos seguiu por esse caminho inevitável. Aumentou também nossa necessidade de concentrar cada vez mais esforços para nos adaptarmos a esse novo perfil de público.

Assim, manter a circulação semanal do impresso junto com a cobertura diária na internet se mostrou cada vez mais inviável e fizemos nossa primeira grande escolha, em 2016, ao mudar o impresso para quinzenal.

Mantivemos o jornal impresso porque nunca desprezamos o potencial do público fiel que esse meio ainda tem e que manteve vivo nosso projeto de jornalismo local. Foi o “jornal de papel” - por meio de anunciantes e assinantes - que nos permitiu avançar por um mercado inexplorado.

Nascemos em meio a uma transição e, desde então, nos preparamos para ela. Só não esperávamos que, em poucas semanas, um evento de consequências ainda incalculáveis para a humanidade pudesse acelerar esse processo. As consequências econômicas da pandemia para pequenas e médias empresas, categoria na qual estamos inseridos junto com a maior parte de nossos anunciantes - levou todos a anteciparem projetos e buscar saídas para manter a viabilidade de seus negócios em um cenário de pouca ou nenhuma política pública de amparo.

Agora, após 254 edições, nos despedimos dos leitores que nos acompanham por meio dessas páginas ao tempo que os convidamos para acompanhar um novo noticiário local, mais dinâmico e presente no dia a dia da comunidade. Por meio de nosso portal na internet, o Expresso das Praias vai continuar a trazer as notícias e opiniões locais, só que agora com mais produções audiovisuais, transmissões diárias ao vivo, boletins via e-mail e um telejornal semanal.

Queremos estar ainda mais próximos do nosso público e assim também contribuir para o fortalecimento de nossos anunciantes com a ampliação exponencial do nosso público a partir dessas mudanças.

Essas novidades já começaram a ganhar corpo durante a cobertura desta quarentena nas cidades e vai ganhar mais espaço nas redes sociais a partir da próxima semana. Com uma equipe ampliada, e a parceria de nossos colunistas, estaremos mais presentes na sua rua, no seu bairro, na sua empresa, na sua praia.

O que nos move para encarar esse desafio, além da óbvia urgência de adaptação ao mercado, é o dever profissional de apurar, checar e transmitir informação de caráter local e confiável para fazer frente a um cenário de disseminação de notícias falsas em larga escala que ameaça a vida de muitas pessoas. As notícias acontecem agora, e o nosso jornalismo está mais ligado do que nunca.

Por isso, a gente se vê daqui a pouco, a qualquer hora.

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