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Além da cegueira em relação ao real tamanho da pandemia, a forma como o Estado Brasileiro tem respondido à crise de saúde, econômica, social e política provoca pânico
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 Antecipar o fim do isolamento em meio ao aumento diário de mortes, ameaça de colapso da rede de saúde e do sistema funerário, constitui crime de genocídio, pelo qual a sociedade deve exigir que os responsáveis respondam em Corte Internacional.

Além da cegueira em relação ao real tamanho da pandemia, a forma como o Estado Brasileiro tem respondido à crise de saúde, econômica, social e política provoca pânico não apenas pelas mortes e pelo grande número de infectados - que é muito maior do que indicam as estatísticas oficiais.

A falta de consenso e as atitudes alucinadas tomadas diariamente pelo Presidente da República sabotam não apenas o próprio governo como o trabalho de prefeitos e governadores - que é eficaz - em muitos estados e municípios.

Mais do que atender apenas a interesses eleitoreiros, apela para o desmonte do estado democrático de direito e comete crimes contra a humanidade. Agride e estimula agressões à imprensa, participa de manifestações contra o Congresso e o Poder Judiciário, ataca e ofende instituição ou pessoa que o conteste, enquanto ignora as famílias mais atingidas pela situação ao menosprezar a gravidade do quadro atual.

Segundo as autoridades de saúde, o estado de Santa Catarina registra um dos maiores aumentos diários de casos confirmados e pode ser o próximo, depois do Amazonas e do Ceará, a vivenciar um colapso funerário e de saúde pública.

Um panorama que já poderia ter se tornado realidade antes, não fossem as medidas de distanciamento tomadas de forma pioneira pelo Governo Estadual. Mas o afrouxamento dessas regras antes de efetivar todas as medidas para reduzir o contágio e atender os pacientes infectados já compromete esse resultado.

Porque, com número insignificante de testes disponibilizados à população, o Estado prefere ignorar a subnotificação e adota estratégias de enfrentamento opostas ao consenso internacional formado pela maior parte da comunidade científica e autoridades de saúde. A parte do eleitorado e do empresariado satisfeita temporariamente com essas mudanças esquece que os efeitos sentidos após essas medidas podem provocar muito mais prejuízos do que o isolamento.

Como apurado em levantamento da Univali (leia na página 6), o crescimento exponencial da Covid-19 na região da Foz do Rio Itajaí Açu é uma ameaça real e que pode estar mais próxima do que se imagina. Isso porque não sabemos ao certo quantas pessoas estão infectadas, e o índice de pessoas que aderem ao isolamento fica cada vez menor nas cidades da região.

Diferente do aquecimento global, que muitos também ainda insistem em negar, as consequências desse comportamento irresponsável e egoísta chegam em um curto espaço de tempo. Quem hoje desdenha, chora no dia seguinte.

Por isso, fique em casa. Por você e por todos.

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Mais sobre: saúde pública;
 
 
Leandro Cardozo de Souza
Author: Leandro Cardozo de SouzaEmail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
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