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A informação de que as prefeituras de Penha e de Balneário Piçarras pretendem compor um consórcio para ampliar o serviço de transporte coletivo traz alívio para quem depende deste serviço público e precisa se deslocar nas linhas intermunicipais. Como já se constatou, as cidades enfrentam problemas de mobilidade urbana, sobretudo com relação à disponibilidade de linhas de ônibus que atendam aos bairros, mas estes não são os únicos desafios para o setor.

Como constata a reportagem do acadêmico de Jornalismo Jeferton Santos no Expresso das Praias desta semana, também faltam abrigos adequados para os usuários.

Esta, assim como outras questões, não depende de demanda que gere lucro para ser resolvida. Basta boa vontade e planejamento adequados. Se até hoje sequer as avenidas principais dispõem de estrutura adequada em pontos de ônibus, como podemos acreditar que todos os bairros a ser atendidos pelo consórcio Penha/Piçarras receberão abrigos adequados?

Mas a união dos municípios para buscar solução conjunta para problemas comuns é elogiável - e necessária. A construção de uma nova ponte sobre o Rio Piçarras na divisa entre as cidades também pode ser enquadrada nessa estratégia de cooperação. A iniciativa se mostra viável para municípios pequenos, que se emanciparam muito mais por questões políticas/eleitorais do que por interesses econômicos, sociais e culturais.

O que precisa ser cobrado agora é transparência no processo de concessão das novas linhas de ônibus e participação pública na construção dessa política de mobilidade. A espera de quem enfrenta chuva e sol escaldante para exercer seu direito de ir e vir parece estar chegando ao fim.

Leandro Cardozo de Souza
Author: Leandro Cardozo de SouzaEmail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
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