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Desde o domingo, dia 17, o Expresso das Praias tem acompanhado o trabalho da Defesa Civil e dos moradores para ajudar a população atingida mais uma vez por alagamentos. Todos os bairros e localidades do interior registraram prejuízos para o Poder Público e para os moradores. Mas, onde a Defesa Civil está mais bem estruturada, a resposta foi mais ágil e eficiente. Como em Barra Velha, que somou o segundo maior acumulado de água no estado e entrou em situação de emergência no mesmo dia. Ou Penha, que estava em emergência desde janeiro e já estava dispensada de licitação para realizar despesas referentes ao reparo da cidade dese janeiro.

Já em Piçarras, o Governo Municipal só confirmou, em nota, a situação na quinta-feira (21), quatro dias após o ocorrido. A mesma nota à imprensa afirma que o município estava em emergência desde segunda-feira (18). Mas no site do Diário Oficial (http://bit.ly/decretos2019) o decreto do prefeito Leonel Martins foi publicado dia 22, um dia após a nota. Quando questionada pelo Expresso das Praias, a Prefeitura negou durante a semana que já estivesse em estado de emergência. Declarou que precisava de uma avaliação estadual antes.

Para receber recursos emergenciais do Estado e da União, esses decretos devem ser reconhecidos e, para tanto, cabe à Defesa Civil local reunir depoimentos, imagens e documentos que comprovem a situação em que se encontram as cidades após o ocorrido. Quanto antes esse material for recolhido, mais rápido podem começar os projetos de prevenção e reparo. Por isso, em Piçarras, as informações desencontradas durante e depois da chuva preocupam. São apenas mais um exemplo que ilustra a precariedade da Defesa Civil municipal, que nem de orçamento e veículo próprio dispõe. Porque ainda é vista pela administração como mais um espaço a ser loteado de acordo com interesses eleitoreiros

No domingo (17), quando o acumulado de chuva passava dos 150 mm e diversas ruas já estavam debaixo d’água, a Defesa Civil local se negava a divulgar informações diretamente à reportagem. Enquanto isso, os serviços de Penha e Barra Velha divulgavam os primeiros balanços de impacto, com os quais orientavam a população a tomar medidas de segurança e o Governo Municipal a decretar emergência.

O panorama do que acontecia naquele momento foi divulgado pelo Expresso das Praias que recebia alertas meteorológicos do próprio coordenador da Defesa Civil de Barra Velha, sempre em contato constante com a população. Jeep Clube, Bombeiros Voluntários e Militares ajudavam no atendimento aos chamados da comunidade pelo telefone de emergência 199 a partir de uma Sala de Situação montada pelo Grupo de Resposta e Ações Coordenadas (GRAC).

“Nossa prioridade agora é resgatar as pessoas. Depois a gente vai fazer os levantamentos da infraestrutura que foi prejudicada, tanto a pública quanto a privada”, afirmou ao Expresso das Praias o coordenador da Defesa Civil de Barra Velha, Elton Cunha, já nas primeiras horas.

Em Penha, que vem reestruturando o órgão e aprovou recentemente na Câmara de Vereadores projeto de lei que vai destinar recursos para a área, o GRAC também ajudava a população e a Defesa Civil municipal prestava informações sobre áreas de risco, famílias atingidas e bairros afetados.

Essa diferença entre uma reação ágil e profissional para outra lenta e nada transparente é reflexo de como os prefeitos encaram o papel desse serviço público.

É preciso garantir que estejam na Defesa Civil profissionais com experiência ou, pelo menos, conhecimento da área. Porque não foram as condições extremas que levaram Barra Velha a dar a resposta mais rápida. O que a colocou à frente foi a visão técnica que tem sido mantida sobre esta área, apesar de toda a politicagem em outros setores. A visão de que não há espaço para interesse eleitoreiro onde há vidas em risco.

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Leandro Cardozo de Souza
Author: Leandro Cardozo de SouzaEmail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
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