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Um verão após o outro muitas cidades sofrem com os alagamentos que promovem destruição e causam prejuízos para poder público e moradores - a maioria desassistida por investimentos básicos em infraestrutura. Desta vez, o município mais atingido - talvez em todo o estado - foi Penha, que entrou em situação de emergência nível 2 nesta semana.

Nestas ocasiões, muitos costumam buscar na natureza justificativas para o que, em grande parte, é resultado da falta de investimentos em drenagem e - principalmente - da ocupação desordenada no meio urbano. Há quase 11 anos esses fatores levaram quase todo o estado de Santa Catarina à mesma situação vivida hoje pelo município de Penha.

Cidades em que se permitiu a destruição das margens de rios e córregos, além das encostas de morros, são as mais atingidas. O que elas fizeram de 2008 pra cá para reparar esses danos e prevenir novos desastres? Muito pouco. A pioneira no estado foi Balneário Piçarras, que realizou obras para desassorear a área urbana dos rios Piçarras e Furado e desde então não sofreu mais com enchentes daquela proporção. Ainda assim, o que se vê também em Penha, Barra Velha e nos demais municípios é a falta de fiscalização sobre obras e ocupações que colocam em risco toda a coletividade.

É claro que não é possível zerar os prejuízos durante a estação da chuva, principalmente quando a precipitação está muito acima da média. Mas, se os gestores se dispuserem a realizar a fiscalização básica e investirem em drenagem urbana, como Penha busca recursos para o Rio Iriri, muitos transtornos e perdas podem ser evitados.

A pergunta que fica é: estarão dispostos os prefeitos a dispensarem tempo de seus mandatos para executar ações às quais a população sequer dá atenção? Aplicar multa, dragar rios e enterrar tubos nunca foi prioridade para o eleitor brasileiro. O que rende muitos votos, isto sim, é o discurso pronto, cheio de meias verdades e condizente com o que dita o senso comum. O que garante sucesso eleitoral, nos nossos municípios principalmente, é o tapinha nas costas, a vista grossa para obras irregulares, o jeitinho.

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Leandro Cardozo de Souza
Author: Leandro Cardozo de SouzaEmail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
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