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Na era da competição, quem diria, destaca-se quem sabe encontrar objetivos em comum e cooperar. E a regra não vale apenas para as organizações não governamentais (ONGs), embora seja este o setor que mais se beneficia do trabalho em equipe. E o conceito de cooperação entre setores, governos e até mesmo entre empresas concorrentes não está necessariamente relacionado ao cooperativismo. Muitas organizações já perceberam que ao compartilhar sua agenda contribuem para o fortalecimento de todo um setor. Muitas instituições já perceberam que podem ganhar mais se ganharem juntas.


Ao contrário do que se possa imaginar, é no setor público que encontramos as maiores barreiras para que esse princípio se aplique. Em nossa região, temos exemplos de como a força da cooperação pode alavancar indústrias como a da maricultura, com a reativação da Cooperativa de Maricultores, e a do turismo, com o consórcio Intermunicipal de Turismo CITMAR.


Por meio da união dos entes que compõem a Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri) criou-se a Costa Verde & Mar, um roteiro integrado de turismo que contempla natureza, aventura, gastronomia e cultura. É um exemplo de que cooperar, às vezes, pode ser mais vantajoso do que competir.


É esta linha de pensamento que precisa ser adotada por nossos gestores públicos em relação aos demais poderes e à própria comunidade. Não há mais espaço na política para quem divide Mas há que se admitir: se por um lado o setor público ainda não se adaptou a essa nova realidade, tampouco nós, cidadãos, estamos dispostos a abraçá-la.

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