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Óbito foi registrado em Piçarras, que registra baixa de profissionais atuando nesta temporada

Da Região - Os guarda vidas que atuam nas praias de Barra Velha e Piçarras nesta temporada já contabilizaram 65 arrastamentos de banhistas desde o início da Operação Veraneio, dia 18 de dezembro. Em quase um mês, uma morte foi registrada em Piçarras, onde 27 profissionais atuam em 7 postos; em 2017 eram cerca de 40. Outros 50 guarda vidas atuam em 10 postos de Barra Velha, que registrou três afogamentos, mas nenhum óbito.

De acordo com o 2º Tenente do Corpo de Bombeiros, Felipe da Silva, a única morte foi registrada em Piçarras dia 24 de dezembro, quando um grupo tomava banho na região norte da praia, altura do bairro Itacolomi. Eles estavam há 500 metros do último posto, mas os guarda vidas perceberam o afogamento. Os profissionais conseguiram resgatar o grupo e prestar os primeiros socorros, mas J.Z., de 52 anos, não resistiu e faleceu. O Tenente lembra que a região norte é a que registra o maior número de ocorrências.

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Ainda nessa temporada, a cidade registrou 33 arrastamentos, quando o banhista é levado pela corrente marítima e resgatado sem aspirar água ou precisar de encaminhamento médico. Também foi contabilizado um total de 26.144 ações preventivas.

Para o 2º Tenente, a qualidade dos guarda vidas que estão trabalhando em Piçarras é muito boa, apesar da baixa no número de profissionais trabalhando neste verão:

Temos pessoas que atuam nesta profissão há mais de dez temporadas. No entanto, tivemos uma baixa procura para realizar este serviço. Na temporada passada tínhamos cerca de 40 e nesta temporada temos apenas 27 guarda vidas.

Barra Velha

Em Barra Velha, onde o serviço é coordenado pelo bombeiro militar Maurício Magalhães, houve três afogamentos com resgate concluído e nenhum óbito em água salgada. No entanto, foi preciso um número maior de alertas emitidos por parte dos guarda vidas: foram 81.519 ações preventivas. Magalhães explica de que forma é feito a contagem.

Se um guarda vidas se dirige até um local perigoso na praia, onde há dez banhistas, por exemplo, e ele apita sinalizando para que essas pessoas se dirijam para o lado para sair da corrente, é contabilizado que esse guarda vidas fez dez prevenções, apitando uma única vez.

O trabalho é focado na orientação para prevenir que o arrastamento aconteça. Mas ainda há registros de imprudência por parte de banhistas que insistem em permanecer na área de risco. A cidade já contabiliza 32 arrastamentos.

As orientações devem ser respeitadas e não hostilizadas, pois além do treinamento, eles estão nas praias todos os dias e conhecem os locais perigosos.

Vandalismo

Além dos problemas dentro do mar, os guarda vidas precisam lidar com outro obstáculo: a depredação dos postos de vigilância. A situação é recorrente todos os anos, em todas as cidades litorâneas. O bombeiro Maurício conta que no período em que os postos estão fechados, o local é depredado.

Praticamente todos os anos há postos que são arrombados durante a noite. Eles entram para pichar, quebrar portas, vidros e banheiros.  Isso compromete a condição de trabalho dos guarda vidas.

A atuação dos guarda vidas vai até o dia 13 de fevereiro quando encerra o carnaval e a operação verão. O serviço de monitoramento das praias acontece diariamente das 08h até as 20h.

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