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Perícia realizada só depois de o corpo ser preparado para o funeral não foi conclusiva

Da Região - Os familiares de Gisele Maria Machado, de 19 anos, informaram nesta quarta-feira, dia 6, que pretendem entrar na Justiça para cobrar explicações sobre a causa da morte da jovem. Por decisão judicial, ela estava internada há quase dois anos em um lar para idosos no município de Penha. O corpo foi sepultado na tarde dessa terça-feira (5) no cemitério municipal de Piçarras.

Na manhã de segunda-feira, 04, ela teria sido levada pelo Corpo de Bombeiro após ter entrado em convulsão, mas não resistiu e faleceu a caminho do Pronto Atendimento. A coordenadora do lar, Eliane Oliveira, afirma que tentou prestar os primeiros socorros, mas a jovem estava paralisada e já não respondia:

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- Sou da área da saúde e tentei fazer de tudo mas não consegui.

Os familiares de Gisele alegam falta de transparência na apuração dos fatos. Segundo a tia, Shirley Maria, a família só foi comunicada após o falecimento e só pôde ver o corpo após as 22h, quando uma empresa contratada pela Assistência Social chegou para montar o velório. A certidão emitida pelo médico apontou a causa da morte como “desconhecida”.

Diante da falta de informações mais precisas, a família decidiu registrar um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil, ainda na noite de segunda-feira, para que houvesse uma perícia.

O IGP chegou a realizar os procedimentos, mas não foi possível obter um resultado. Segundo Shirley, a perícia deveria ter sido feita antes da preparação do corpo, no entanto a família foi impedida de participar do processo.

- Nós vamos até o fim porque nós queremos saber o que aconteceu com Gisele. Há vinte dias minha cunhada a visitou e ela estava bem. Depois disso, ela foi impedida de visitar a filha. Quando ela faleceu simplesmente chegaram com o caixão pronto para o sepultamento - protesta.

Estado vulnerável

De acordo com o processo que determinou a internação, arquivado na Vara da Infância e Juventude de Piçarras, Gisele Machado foi retirada do convívio familiar aos 17 anos, quando a Assistência Social alegou que ela vivia em situação vulnerabilidade.

- Nós sempre cuidamos muito bem dela, mas de uns dias pra cá as convulsões estavam sendo mais frequentes. Os remédios que ela precisava tomar eram fortes - revela Eliane.

O Expresso das Praias procurou o Centro de Apoio Psicossocial (CAPS) para obter mais informações sobre os procedimentos e diagnósticos que levaram à internação de Gisele, mas a responsável estava em Florianópolis na tarde desta quarta-feira (6).

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