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Enfermeiros estavam proibidos de encaminhar para consultas e exames

Barra Velha - A campanha de conscientização contra o câncer de mama realizada pelo Ministério da Saúde sofreu um duro golpe em pleno mês de outubro, quando os trabalhos deveriam se intensificar, e só começou se normalizar a partir desta segunda-feira (23). Na quarta-feira, 18, o presidente do Tribunal Regional Federal, Hilton Queiroz, derrubou a liminar expedida pelo juiz Renato Borelli, da 20ª Vara Federal, de Brasília, que impedia os enfermeiros de requisitarem consultas e solicitarem exames sem prévia autorização médica.

A decisão freou a campanha do Outubro Rosa já que todos os exames eram realizados pelos enfermeiros. Em Balneário Piçarras, a campanha deverá ser estendida até novembro para compensar o tempo perdido. Durante esse período, a equipe da Secretaria de Saúde continuou realizando rodas de conversa para conscientizar as mulheres sobre o câncer. As agentes de saúde trabalham com busca ativa, indo até às residências e fazendo o agendamento das consultas.

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Segundo a Coordenadora da Estratégia Saúde da Família, Bruna Emanuela Machado, há uma baixa adesão por parte das mulheres. De 10 agendamentos feitos por dia, apenas quatro têm comparecido. Ela explica que o município possui o aparelho para realizar mamografia e que atualmente não há filas de espera.

Já em Barra Velha, a Secretaria de Saúde optou por continuar realizando os exames, mas sem muita divulgação para não acarretar punições àqueles enfermeiros que o fizessem. De acordo com o secretário de Saúde, Rovani Delmonego, essa decisão foi tomada em conjunto com outros secretários da região.

- Nem todos os médicos concordavam com aquela liminar. Foi mais uma decisão política. Agora voltaremos a nossa campanha normal, porém não temos uma meta. Nosso objetivo é conscientizar o máximo de mulheres sobre esses riscos.

Mamógrafo parado

Desde 2013 o município de Barra Velha conta com um aparelho de mamografia nas dependências do Pronto Atendimento, no entanto o mamógrafo nunca saiu da caixa. Segundo a Prefeitura, era preciso um espaço adequado e um processador, outro equipamento necessário para realização do exame. Agora, o secretário de Saúde afirma que o problema pode ser resolvido.

Com a compra de um processador para o Raio X digital, o mesmo aparelho poderá ser usado para o mamógrafo. Ele afirma que será preciso uma revisão no aparelho para ver se ainda está em funcionamento e em seguida a instalação em uma sala própria.

Em Barra Velha, são cerca de seis mil mulheres acima dos 40 anos que, para fazer  a mamografia, precisam se deslocar para Piçarras ou Joinville.

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