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Beto Carrero
Nova rodada de negociação entre bancos e trabalhadores está marcada para esta sexta-feira

 

Rodadas de negociação não resultaram em acordos com trabalhadores e empresas dos dois setores

 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se reuniram na quarta-feira (28) com os líderes do movimento de greve dos bancários e apresentaram ajustes à proposta original que havia sido rejeitada no dia anterior pela categoria. As agências da Celesc em Piçarras, Penha e Barra Velha também estão com atendimento suspenso desde a manhã dessa terça-feira (26) devido à outra greve, a dos trabalhadores do setor elétrico.


Pela nova proposta, os empregadores se comprometem a instituir aumento real de 0,5% em 2017, além da reposição da inflação. De imediato, prometem elevar o abono salarial de R$ 3.300,00 para R$ 3.500,00. Os 7% de reposição em 2016 foram mantidos. Os grevistas, que reivindicam reposição da inflação dos últimos 12 meses (9,57%) mais 5% de ganho real, rejeitaram a proposta e decidiram manter a greve, iniciada há mais de 20 dias. Nova rodada de negociação está prevista para esta sexta (30).

 

Leia também: Bancários da região entram em greve a partir de quinta-feira


Em Piçarras e Penha, a greve interrompe os serviços no Bradesco e na CEF, onde apenas transferências e saques nos caixas eletrônicos são realizados. Nos dois municípios, somente as agências do Banco do Brasil funcionam normalmente. Já em Barra Velha, as três agências da cidade continuam paralisadas. Segundo o Sindicato dos Bancários de Joinville, estão fechadas as agências do Banco do Brasil, do Bradesco e da Caixa. Nas três, é possível realizar somente as operações disponíveis nos caixas eletrônicos.

 

Eletricitários também cruzam os braços


De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Eletricitários do Vale do Itajaí (Sintevi), cerca de 15 funcionários que trabalham nas três agências locais da Celesc aderiram ao movimento, paralisando em 100% os serviços.


Conforme Davi Coelho, diretor de Comunicação do Sindicato, na região, onde 185 trabalhadores atuam, só um servidor não havia aderido ao movimento até a manhã da quinta-feira (29).


Em reunião de conciliação marcada pelo Ministério Público do Trabalho em Florianópolis nesta quarta-feira (28), a Celesc não apresentou nova proposta frente à principal reivindicação da categoria - uma reposição salarial conforme a inflação do ICV Dieese, de 8,7%, além de aumento real de 2,61%. A Celesc chegou a oferecer antes uma reposição de 4,28%, mas a medida foi rejeitada pelos servidores em assembleia.


Mesmo tendo decidido manter a paralisação, os servidores da Celesc firmaram um acordo com a empresa e o Ministério Público do Trabalho para garantir o atendimento de emergências neste sábado e domingo, dias 1º e 2 de outubro, em função das eleições.


Enquanto eletricitários e empresa não chegam a um consenso sobre a questão salarial, a recomendação da Celesc é para que a população utilize o site e o atendimento pelo telefone para serviços que antes eram feitos nas agências. O site da Celesc é o www.celesc.com.br e o fone é o 0800 – 48 – 0120. Para o atendimento de emergências no sistema elétrico, os consumidores devem ligar para o número 0800 – 48 – 0196.

 

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