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Sem manutenção: área invadida pelo mato é foco de roedores
Descuido em um terreno vizinho à casa seria a causa da infestação
 
Adilce Voltolini mora há 25 anos no bairro Nossa Senhora da Paz, em Balneário Piçarras. Faz tempo que ela convive com um grande problema bem ao lado da sua casa: um terreno particular, tomado por vegetação e visivelmente descuidado. O problema, segundo ela, não é a vegetação, o que incomoda é a falta de manutenção, somada a uma criação de coelhos, galinhas e cães. Adilce procurou a reportagem do Expresso das Praias para mostrar a situação. 
 
“Esses dias tinha cobra no meu terreno”, relata. A moradora, que trabalha em um hotel ao norte de Piçarras, fala também sobre abelhas e caramujos que invadem a casa, vindos, segundo ela, do terreno vizinho. Adilce acrescenta que várias providências foram tentadas, inclusive judiciais. Explica que a dona, com outros terrenos na rua, é uma senhora idosa, não tem condições físicas para limpar os lotes, mas pode contratar uma pessoa para isso. Porém, diz Adilce, não manda limpar e não deixa que mexam em nenhuma folha. Os vizinhos já teriam se oferecido para fazer a manutenção e mesmo a prefeitura esteve no local para realizar a limpeza, mas a proprietária não permitiu, afirma. “Nem a polícia ela deixa entrar, ela briga com todo mundo”.
 
A moradora mostra locais onde ela mesma podou a vegetação, para evitar a invasão das plantas, e conta que arrumou briga por isso. Mostrou pontos onde se acumulam plásticos velhos e o estado precário do rancho dos animais da criação, o que, para ela, contribui para a proliferação de animais como ratos e caramujos.
 
Adilce conta que neste ano a situação ficou mais crítica, com a invasão de ratos na vizinhança. Mostrou utensílios corroídos ou sujos pelos dejetos dos ratos, inclusive sabonetes fechados e roupas. “Até dentro das gavetas eles andam”, destaca. Mesmo com os raticidas, oferecidos gratuitamente pela vigilância sanitária, o problema continua, o que obrigou a compra extra de venenos. Vem achando bastante animais mortos, mas os ratos sempre voltam. “Toda semana eu tiro, morreu um dentro de um tênis”, conta, apavorada.
 
A moradora entrou em contato com a vigilância sanitária e, segundo ela, há dois meses vem ouvindo que vão resolver o problema. Diz que é bem atendida, mas ainda não conseguiu solucionar a questão. Informa ter recebido de familiares informações sobre rondas na região, pela vigilância sanitária, na quinta-feira passada, além de orientações sobre os trâmites e burocracias exigidos para que a proprietária seja obrigada a efetuar a limpeza dos terrenos. “Entendo que é demorado, mas o problema está demais”, reclama. Na vigilância sanitária, a informação é de que apenas o médico veterinário Ricardo de Paula, diretor da vigilância, poderia informar sobre a situação, mas não conseguimos contato até o fechamento desta edição.
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