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Sem diálogo com a comunidade, pelo menos 13 outras escolas serão desativadas pelo Governo do Estado na região de Joinville

Barra Velha - Os professores da Escola de Educação Básica David Pedro Espíndola, do Bairro São Cristóvão, querem uma audiência pública na Câmara de Vereadores para que a comunidade possa debater o fechamento da unidade escolar. Os professores Denise Tandler dos Santos, Adriano Mesnerovicz e Bete Ayala Rempel se reuniram na terça-feira, 17, com os vereadores Adailton Bernardina, o Nando (PP), Eduardo Peres, o Tainha (PPS), Juliano Bernardes (PMDB) e Marcelo Nogaroli (PMDB), e solicitaram o espaço do Plenário Getúlio Bittencourt para essa reunião comunitária.

Os professores lamentaram, diante dos vereadores, o que chamaram de “falta de diálogo” por parte do Governo do Estado que, segundo eles, ainda não procurou servidores públicos e comunidade para anunciar oficialmente que a escola será fechada – o que causa temor a educadores, funcionários, alunos e pais diante da indefinição do que será feito com os mais de 900 alunos e 65 servidores a partir de 2018.

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Adriano, Denise e Bete, representando o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), frisaram que a comunidade não aceita ou não está ainda totalmente informada sobre a proposta do Estado, de destinar os alunos do Ensino Médio para a nova Escola de Educação Básica Luiz Henrique da Silveira, que será inaugurada em Itajuba, e “espalhar” os demais estudantes pela rede municipal de ensino, da Prefeitura, além de destinar o prédio da David Espíndola para o Município.

Leia no Blog Da Redação: A escola é de quem?

Os professores destacaram aos vereadores que no dia 26 de novembro a escola completará 39 anos de fundação e passa por sérios problemas devido à ação do tempo. De acordo com Adriano, com o fechamento da David Espíndola, haverá mais gastos com transporte escolar, os estudantes terão que acordar mais cedo e estudar numa unidade a cinco quilômetros de onde moram.

Representantes do magistério e do Legislativo debatem a situação em reunião na Câmara (DIVULGAÇÁO | CMVBV)

Eles apontaram que a Escola Municipal Antônia Gasino de Freitas, da Prefeitura e localizada no São Cristóvão, não teria estrutura para absorver os alunos de pelo menos 14 turmas. A relação de estima da comunidade com a escola David também seria abalada até que a Prefeitura consiga recursos para reformá-la ou estruturar-se para absorver a unidade, mesmo que parcialmente.

- São pelo menos 14 escolas fechadas na região da ADR de Joinville, principalmente nas periferias. É uma agressão aos trabalhadores e aos estudantes mais pobres - acusou Adriano. Os professores ainda criticaram o fato de que a nova escola de Itajuba, caso haja a transferência dos estudantes da David, ficaria com cerca de 50 alunos por sala.

Dos vereadores, os profissionais da Educação receberam o apoio à proposta da Audiência Pública. O professor Juliano acredita que a melhor forma é debater com a comunidade. Já Marcelo Nogaroli explicou que os parlamentares estiveram em duas reuniões com a titular da ADR Joinville, Simone Schramm, e entenderam que o processo de desativação da escola é irreversível. Mesmo assim, Nogaroli, Thiago, Nando e Tainha também acreditam que a comunidade deve ser ouvida. 

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