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Beto Carrero
 Jules Soto apresentou coleção aos convidados para a abertura

 

Segundo maior acervo oceanográfico do planeta foi aberto à visitação no campus da Univali dia 14, aniversário de 52 anos do município

 

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Piçarras - Inaugurado na noite de segunda-feira (14), o maior museu oceanográfico da América Latina recebeu, em apenas dois dias de visitação, 311 pessoas. Os visitantes conferiram as atrações do segundo maior museu do mundo no gênero, segundo a Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Na terça-feira (15), 97 pessoas estiveram no local e na quarta-feira (16), foram 214 visitantes.


De férias em Piçarras, a curitibana Rosilene Todesco, 45 anos, gostou do que viu.


- Foi muito bom, já estive em outros museus e este possui uma ótima estrutura. Gostei de tudo que vi hoje. Valeu a pena - garantiu a turista.


O estudante de biologia, Rodrigo Santos, 21 anos, veio de Paranaguá (PR) e trouxe com ele 13 colegas de faculdade.


- Nós viemos só para isso. Nota 10 para o museu. Eu fiquei impressionado com a coleção de baleias. Nunca vi nada igual - disse o estudante.
A moradora de Piçarras, a estudante Brenda Bonvini, 21 anos, também ficou impressionada.


- Nunca pensei que iria encontrar em Piçarras, que é uma cidade pequena, um museu com esta estrutura. Gostei bastante de tudo que vi, principalmente das tartarugas - comentou.


Aula de Biologia


Apesar de ainda faltar legendas em algumas peças, e de alguns espaços e aquários vazios, quem visita o museu ganha na prática uma aula sobre a evolução marinha no planeta em quatro bilhões de anos.


A assessoria de imprensa da Instituição informou que as legendas nas peças que faltam serão inseridas nos próximos dias. Com relação aos aquários vazios, a equipe explicou que o museu espera a liberação por parte da alfândega dos tubarões e raias que serão expostos no local.


A estrutura foi montada para que o visitante conheça cada etapa da evolução, desde os primeiros meteoritos que chegaram à Terra, passando pelos primeiros organismos vivos, até chegar aos grandes cetáceos (baleias).


Cerca de cinco mil peças estão distribuídas em uma área construída de 4 mil m². O acervo conta com a segunda maior coleção de tartarugas marinhas da América Latina, a segunda maior coleção de tubarões e raias do mundo e a maior coleção de mamíferos marinhos do Brasil, com baleias, golfinhos, focas, lobos e leões marinhos de diversas espécies.


Entre tantas peças, o que não falta mesmo são raridades. O visitante pode conhecer as duas maiores conchas marinhas do mundo, um ovo original de dinossauro, golfinhos do século 3 antes de Cristo, tubarões duendes, uma tartaruga gigante e um tubarão baleia encontrado no litoral catarinense há dois anos. O tubarão baleia não está em exposição devido a seu tamanho, mas deve ganhar um espaço fora do museu.


Um sonho de criança


O geógrafo, idealizador e curador do museu, Jules Soto, coleciona animais e objetos ligados à atividade marinha há 40 anos.


- Minha primeira peça foi uma sardinha, que ainda conservo no formol. Foi em janeiro de 1976, eu tinha cinco anos. Hoje, são cerca de 200 mil peças que foram doadas para a Univali - explica.


Soto teve a ideia de criar o museu ainda criança:


- Quando eu tinha 12 anos, tive a primeira imagem do museu. Eu nem sabia o que viria a ser na vida, mas eu sabia que queria construir um museu - recorda o curador, que hoje tem 45 anos.


O Museu Oceanográfico da Univali fica na Avenida Sambaqui, nº 318, Bairro Santo Antônio. Visitas podem ser feitas de terça a sexta-feira, das 14h às 20h; sábado e domingo das 10h às 18h. A entrada custa R$ 20. Colaboradores da Univali, estudantes e pessoas acima de 60 anos pagam meia. Grupos escolares acima de 15 pessoas pagam R$ 5. Visitas guiadas podem ser agendadas no telefone 3261-1287.

 

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