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Principalmente os candidatos a vereador passam por algumas fases da campanha eleitoral. Não necessariamente nesta ordem, mas algumas semelhanças existem:

 

1ª fase: Garoto ou garota propaganda Sente-se mais popular que a coca cola. Acredita fielmente ser uma criatura carismática. Um verdadeiro querido do povo. Pensa que já deveria ter sido candidato antes. Estampa um sorriso no rosto como nunca. Chega a ter cãibra nos músculos da face. Muitos eleitores ficam até com medo de tanta simpatia.


2ª fase: Ele é praticamente uma segunda versão da Bíblia; tem resposta e solução para todos os problemas da cidade. Discute suas ideias até na frente do espelho, para não esquecer. A mãe e as tias são suas eleitoras mais fieis. Já prepararam até a faixa presidencial. Os amigos mais íntimos querem ter um vereador para pagar a conta e dar baixa em multa de trânsito.


3ª fase: Clima de já ganhou. No comitê do partido estão todos animados. As novidades sempre são as melhores. O ombro chega a ficar ardido de tanto tapinha. Aparece resultado de pesquisa que não existe, sempre dando vantagem. E eleitor novo chegando, mas que nunca aparece. O importante é que o partido está surpreendendo. É cabo eleitoral para todo lado.


4ª fase: Contabilidade em alta. O negócio é somar os votos. Tem candidato dividindo com os colegas de sigla, porque já está sobrando. Parece santo padroeiro em dia de procissão de tanta promessa de voto. Tipo agência de emprego, selecionando as melhores opções. Fofocas detonando os adversários chegam a todo instante. Um bafão atrás do outro.


5ª fase: Começa a cair a ficha. O dinheiro que prometeram não veio. O pouco que tinha está acabando. A gasolina está escassa. Os partidos estão se combinando e os carros de som começam um sistema de rodízio. Um de cada vez para disfarçar. O comitê está fechando mais cedo. Os candidatos saem com uma cópia da lei eleitoral para se livrar dos pedichões.


6ª fase: Mantendo a pose. Apesar dos pesares você ainda vê uma luz no fim do túnel. Complicado é descobrir que os predadores dos seus votos são os candidatos do seu próprio partido. É o tal do fogo amigo te queimando a cola. Na verdade os seus votos vão ajudar na vitória dos mais fortes. Começa a pensar que ser suplente já seria um bom negócio.


7ª fase: Altos e baixos. Tem momentos que você diz: Eu sou um cara legal. Preciso só de uma chance. Eu vou ajudar todo mundo... Em outros momentos ele diz: Quem não votar em mim vai se arrepender. Vão desperdiçar a chance de mudar esta cidade. Vocês não sabem o que é melhor... Por último ele desabafa: Fiz a minha parte. O povo tem o governo que merece...


8ª fase: Arrependimento: Cadê meus eleitores? Socorro! Jogaram meus santinhos na rua e ainda vou pagar multa por poluir a cidade. Até meus parentes trocaram o adesivo do carro. Como diria o Willian Bonner: - Fá-tima, cadê você?


9ª Fase: Devedor assumido: Quem ganha não consegue pagar as promessas. Para quem perde o que basta é fugir das dívidas. Depois há muitas outras fases de um jogo feito para quem tem a coragem de participar. Mais vale ser um candidato fraco do que os ditos fortes que não tentaram fazer a sua parte. Boa campanha para todos e que vençam os melhores.

Author: Gilberto CardozoEmail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
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