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Beto Carrero

Festa do Pirão, discussão do orçamento anual, revisão eleitoral, chegada da Primavera, articulações eleitorais, obras nas praias. Alguns dos assuntos que viraram notícia nestes últimos dias nos remetem a uma constatação: 2018 já está batendo à porta. Nesses mais de 200 dias decorridos de 2017, alguns dos assuntos tratados nesta edição do Expresso das Praias são recorrentes. Mas o aumento da criminalidade é o tema que tem ganhado mais espaço nas páginas de segurança.

Enquanto se apressam por discutir mudanças na lei para promover um “desenvolvimento” imediato, nossas cidades esperam resolver o problema da segurança pública com a mesma fórmula (falida) dos últimos 50 anos anos: agindo para enfrentar as consequências e não as causas do problema. 

Isso se repete desde o começo dos anos setenta, quando a política de guerra às drogas foi declarada pelo então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, e seguida pela maior parte do mundo ocidental. O que se percebe, hoje, é que o modelo desperdiçou recursos, superlotou presídios, aumentou o poder dos criminosos que se tornaram traficantes, sem que resultasse na redução do consumo de quaisquer substâncias ilegais.

Se engana quem pensa que a guerra travada hoje tem traficantes de um lado e polícia de outro. A disputa é entre facções. Na briga, os policiais que atuam na linha de frente dessa política pública perversa, que criminaliza a pobreza, são tão vítimas quanto as comunidades cercadas pelo crime organizado.

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Author: Leandro Cardozo de SouzaEmail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
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